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Terra Blog

Arquivo de: Setembro 2008, 06

06.09.08

JOHN McCAIN USA VAN HALEN E HEART SEM PERMISSÃO

ROCK GERAL

www.sacredsound.com.br

A campanha do presidenciável americano John McCain usou sem autorização a música “Right Now”, do Van Halen, num discurso em fins do mês passado. Segundo informações do site TMZ, o empresário da banda declarou que não foi consultado e, mesmo que o fosse, não cederia a canção. Ao mesmo tempo, frisou que o grupo de hard rock não apóia o candidato republicano. A música foi utilizada para apresentar Sarah Palin como vice de McCain, o que irritou os roqueiros.
Outra notícia relacionada dá conta de que a ultraconservadora Sarah Palin seria fã do Van Halen, a ponto de chamar o seu filho recém-nascido com o nome intermediário do guitar-hero. O site Van Halen News Desk recorda que "Palin" rima com "Halen", em inglês, e então lembra o nome dado ao garoto: Trig Paxson Van Palin, que veio à luz em abril deste ano.
Na ocasião, a governadora do Alaska explicou ao veículo Daily News, da cidade de Anchorage, que "Van Palin realmente seria um nome legal, para quem cresceu na década de 1980"! Daí a homenagem ao lendário expoente do rock.

Não é só o Van Halen que enfrenta problemas com a gula dos republicanos. Também o Heart se queixou do emprego do clássico "Barracuda" na campanha política. Em seu site oficial, as irmãs Ann e Nancy Wilson disseram que não forneceriam a música se fossem consultadas. Até chegaram a pedir ao partido a interrupção da utilização da obra. As gravadoras do Heart estão entrando na briga em favor do direito do conjunto de não ser manipulado.
Ocorre que, no Alaska, a governadora é conhecida pelo apelido Sarah “Barracuda” Palin, por sua grande competividade no basquete quando era estudante.

OPINIÃO DA SACRED SOUND

Saber vender uma boa imagem é tudo! Na maioria das vezes, as pessoas se comportam como massa de manobra, incapazes de pensarem por si só. Sob a influência do marketing, o povo sempre escolherá um Barrabás, ao invés de se voltar para o mais qualificado. E esse fenômeno do marketing bem feito pode ser sentido com maior intensidade nos EUA do que em qualquer outra parte do planeta. Pudera, lá é a capital da publicidade!
Ao contrário da democrata Hillary Clinton, uma expert em economia e conhecedora dos meandros de Washington, Sarah Palin é apenas uma dedicada mamãe conservadora, sem experiência na política interna dos EUA, sem conhecimento de economia e nenhum tipo de vivência internacional a não ser o fato de vir do gelado Alasca (que não deverá estar tão frio assim devido ao aquecimento global, fenômeno agravado pela má gestão republicana de George W. Bush, o qual se opôs ao Protocolo de Kyoto).
Sarah Palin é casada com Todd Palin, um esquimó por lado materno, explorador da pesca de salmão. Ela é uma evangélica radical, defensora da guerra do Iraque, favorável ao uso de armas pela população civil e ferrenha opositora ao aborto (até mesmo em casos de estupro e incesto). É uma obstinada pela construção de novas usinas nucleares e pela busca de petróleo e gás, inclusive em zonas de preservação ambiental.
Seu currículo se resume a ter sido governadora do Alasca e prefeita de Wasilla, cidade que não chega a dez mil habitantes. Experiência que por si só não a credencia a ser Chefe - ou Vice-Chefe - de Estado nem em Tonga (sem desmerecer essa simpática ilha da Oceania).
Na semana da convenção republicana, pairavam dúvidas sobre a gravidez de sua filha solteira, de 17 anos. Na área administrativa, Palin é investigada pelo escândalo da demissão do comissário de segurança do Estado. Também se caracterizou pelo empenho de verba excessiva para obras em Wasilla.
No entanto, o seu maior “dom” é saber gritar - demonstrou ser uma grande comunicadora, durante a convenção de seu partido. Só por causa disso já é considerada pronta para assumir a vice-presidência da nação mais poderosa da Terra, com as bênçãos da direita evangélica. Este grupo toma o nome de Deus em vão, pois o transforma em cabo eleitoral. Também é capaz de votar numa pessoa unicamente porque ela sustenta interpretações bíblicas peculiares para a política, mesmo que o Tio Sam esteja próximo ao abismo econômico. Afinal, quem liga para a economia?
Ou seja, este grupo quer se impor pelo voto e implantar uma versão da sharia islâmica, só que nos moldes cristãos. Tal visão consiste em formular leis supostamente defendidas pela Bíblia, em uma interpretação demasiadamente literal.
Semelhante conceito teocrático certamente não seria aprovado por Jesus, que em dada ocasião afirmou que seu reino não era deste mundo. Outrossim, as palavras de Jesus são mais importantes do que toda a Bíblia. Afinal, a Bíblia só existe por causa de Cristo, o qual é a essência de Deus. Ele criticava os fariseus por serem obcecados seguidores da lei religiosa, da mesma forma que essa gente da direita cristã americana faz hoje.
Na verdade, todos esses ingredientes fazem-me lembrar do filme de humor negro "Mamãe é de Morte!", em que a personagem principal conseguiu convencer a todos que era honesta, conservadora e mãe super protetora. Claro que não é o caso de comparar Sarah Palin com a personagem do filme, mas sim, no que se refere ao atraso de pensamento que ela representa: esse arcaísmo mental é danoso e hipócrita, embora pareça sacrossanto e positivo para a sociedade. E isto logo nos Estados Unidos, que foi fundado sob a ótica esclarecida do Iluminismo. Tal política representa o lado mais obscuro do Ocidente e, pior, usa o nome de Deus de maneira terrena, adquirindo vantagens por meio da religião.
O que isso tem a ver com o Brasil e o mundo? Tudo! Primeiro, como um alerta, porque já houve tentativas de se colocar no Brasil um líder "bíblico", em eleições presidenciais recentes. Segundo, o dirigente da América é, por extensão, "presidente do planeta". Os Estados Unidos têm condição de, por exemplo, ajudar sobremaneira no problema do aquecimento global ou da fome, desde que seu mandatário supremo reconheça a urgência desta questão.
Um homem como Obama, que conhece as três maiores religiões monoteístas, que morou na Ásia, tem parentes na África e ama a sua pátria, poderia trazer uma nova doutrina política para os E.U.A., e uma outra relação com o mundo baseada no diálogo e respeito ao direito internacional. Assim, poderiam ser evitadas provocações que levam a guerras inúteis, além de, internamente, reerguer o país magnífico que eram os E.U.A. antes dos dois Bushs (pai e filho, senhores das guerras mundiais).
Obama alega um dia ter tido um encontro com Cristo – e suas atitudes até aqui parecem confirmar a autenticidade de sua conversão. Resta torcer para que, uma vez eleito, Obama continue a trilhar a vereda do diálogo e da tolerância que marcou até aqui a vida deste membro da ala evangélica esquerdista mais esclarecida da sociedade norte-americana.

SLASH FAZ TRILHA PARA FILME MEXICANO

CINEMA / TV

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O guitarrista do Slash, (Velvet Revolver e ex-Guns N'Roses), está gravando temas para a trilha sonora do filme "This Is Not A Movie", produzido por Olallo Rubio, segundo o site "Yahoo! Music News".

O filme é uma produção mexicana falada em inglês e, segundo o cineasta, sua trilha musical é eclética e psicodélica.

Rubio declarou que procurava um guitarrista que tivesse a liberdade de usar qualquer tipo de efeitos a fim explorar sonoridades diferentes. Slash se interessou pelo projeto e compôs música para seis partes do filme.

"This Is Not A Movie" ainda não tem previsão de lançamento. (Fonte: Reuters / Abemúsica )