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CINEMA / TV
No post do dia 19 (anteontem), trouxemos alguns detalhes interessantes sobre a comédia "Zohan – O Agente Bom de Corte", que continua a seguir. Vale a pena ler os detalhes que envolvem a produção de um sucesso de Hollywood.
ZOHAN UM POUCO MAIS DE PERTO: A ESCOLHA DO ELENCO DO FILME
Quando Adam Sandler decidiu interpretar o papel de Zohan, ele assumiu um compromisso com o personagem. “Sandler trabalhou muito, muito duro”. Ele treinou com a equipe SEAL das forças armadas durante quatro meses”, contou o roteirista Robert Smigel. “Levantando pesos, correndo quilômetros, fazendo flexões, sem lanches. Eu nunca o tinha visto tão feliz”.
Sandler também trabalhou seu sotaque israelense. o ator recebeu ajuda da supervisora de roteiro Ronit Ravich-Boss, que veio de Israel. Ela acompanhou Sandler com a pronúncia e utilização de palavras. Além disso, foi uma pessoa crucial com a sua ajuda. “Às vezes, Adam perguntava à Ronit se ela conhecia uma palavra em hebreu para algo”, recorda o diretor Dennis Dugan. “Se era uma palavra que soava engraçado para nós, Adam aproveitava e usava”.
Outro consultor de Sandler foi Eytan Ben-David, que – um caso da vida imitando a arte – é um ex-soldado das Forças Armadas de Israel que agora trabalha num salão de cabeleireiros de Los Angeles. Ben-David se encontrou com Sandler e lhe ofereceu dicas de como atuar como cabeleireiro, como segurar a tesoura e o linguajar de um cabeleireiro.
Com isso, dar vida a Zohan não se limitava a aprender apenas sobre sprays e condicionadores. Sandler também entrou numa forma fantástica para interpretar o agente contra-terrorista. Outro consultor importante de Sandler foi o coordenador de dublês Scott Rogers, veterano de "Homem-Aranha" 2 e 3 e de "Super Escola de Heróis" ("Sky High"). Como explica Dugan, Scott ficaria a cargo de mostrar as extraordinárias habilidades de Zohan. “Nós queríamos fazer com que todas as cenas de dublê parecessem novas e mais originais possíveis”, afirma Dugan. “Não queríamos que os dublês fossem cômicos, no estilo dos dublês de Jackie Chan, mas que parecessem reais, assustadores e os mais aterrorizantes possíveis – e sempre que possível mostrar Zohan executando a tarefa”.
O FANTASMA
John Turturro, que no passado contracenou com Sandler em “A Herança de Mr. Deeds” (“Mr. Deeds”) e “Tratamento de Choque” (“Anger Management”), interpreta o Fantasma. Turturro explica: “O Fantasma é o antagonista de Zohan. Ele me chama de terrorista, mas ele se vê como um lutador pela liberdade para o lado árabe contra Zohan e o lado israelense.
Se Zohan é o James Bond judeu, Fantasma é o Eminem árabe. Ele tem dentes de ouro, sempre usa óculos escuros e é dono de sua própria rede de restaurantes Muchentuchen. Basicamente – e ironicamente para um cara chamado Fantasma – ele está desfrutando a sua fama não somente como lutador pela liberdade, mas também como o homem que pegou Zohan”.
Para pesquisar seu papel e trabalhar o sotaque, Turturro convidou um amigo. “Eu tive a oportunidade de fazer a leitura e contei com alguns atores árabes para me ajudar com o sotaque. Eu tenho um grande amigo, Tony Shalhoub (N. E.: da série “Monk”), cuja família é do Líbano. Ele sempre me mostrou muitas coisas que acontecem naquela parte do mundo que não são vistas com freqüência. Esta pode até ser uma comédia ingênua, mas mesmo assim é uma oportunidade de aprender coisas novas”.
Emmanuelle Chriqui, que, recentemente, aumentou sua fama ao reprisar seu papel no hit da HBO “Entourage”, interpreta a personagem Dalia, uma imigrante palestina em Nova York. Ela é dona de salão e oferece a Zohan seu primeiro emprego nos EUA.
Chriqui, que tem origem francesa e marroquina, afirma que buscou a influência de sua mãe para interpretar Dalia. “Minha mãe era uma mulher marroquina incrível, de muita personalidade, então, me espelhei naquela energia para fazer uma mulher palestina forte. Apesar de o Marrocos ser no norte da África, os costumes são muito semelhantes aos do mundo árabe”.
Tal como os outros atores, Chriqui passou um tempo como um treinador de diálogos para dominar o sotaque de sua personagem. “Os atores palestinos do set me disseram que eu tinha um sotaque palestino forte, o que me fez muito feliz de ouvir. Eu me dediquei muito para chegar a este ponto”.
Chriqui também ficou gratificada com a chance de explorar o incrível guarda-roupa de Dalia. “No começo, a gente considerou um visual bem étnico para Dalia – penduricalhos em ouro e xales, esse tipo de coisa. Mas conforme a gente se aprofundou mais, percebemos que Dalia possui muita energia, ela é intensa, diferente e forte. É preciso muita determinação para alguém imigrar para os Estados Unidos e estar comandando um negócio em apenas quatro ou cinco anos. Ellen Lutter foi uma grande colaboradora, ajudando a infundir muita energia da cidade de Nova York na personagem através de suas roupas”.
Rob Schneider está junto com a equipe para esta jornada de um personagem enlouquecido e imprevisível. “Eu interpreto Salim, um taxista palestino que veio a Nova York para realizar seus sonhos”, explana.
Para conseguir o sotaque correto de Salim, Schneider contou com a ajuda de alguns instrutores. “Conversei com o Doutor Salame, um médico palestino em Milwaukee. O Dr. Salame foi gentil o bastante para me ajudar e colocar todas as minhas falas num teipe – e depois fez tudo também em árabe”.
Decorar as falas e o sotaque foi a parte mais fácil. A parte mais difícil foi manter o personagem. Schneider diz: “Adam gosta de improvisar. Então, eu tinha minhas frases todas escritas, com sotaque – tinha tudo no papel, soletrado foneticamente correto – e, então, Adam começava a improvisar e eu ficava perplexo: ‘Ohhhh’.
Felizmente, nós tínhamos atores palestinos no set – eu recorri a Ahmed Ahmed e perguntava: ‘Como se fala isso?’ Entre ele, Daoud e Sayed, nós formávamos os Garotos Árabes Suspeitos. Foi muito divertido”.

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15:56:09CULTURA
Considerado um dos melhores intérpretes da soul music romântica, o cantor americano faz seu primeiro show no Brasil.
Em seus mais de 30 anos de carreira, Michael Bolton superou a marca de 53 milhões de discos vendidos em todo o planeta. Faturou diversos troféus Grammy como melhor vocalista pop. No Brasil, inúmeras músicas gravadas por ele integraram trilhas de novelas. Ele também cantou com Ray Charles e Luciano Pavarotti, compôs com Bob Dylan e escreveu hits para artistas tão díspares como Barbra Streisand e o grupo roqueiro Kiss. Mais: recebeu elogios emocionados de Zelma, viúva de Otis Redding, pela regravação que fez de um dos maiores hits do saudoso ícone da soul music, “(Sittin’ On The) Dock Of The Bay”.
Nascido nos E.U.A. em 26 de fevereiro de 1953, Bolton é filho de judeus de origem russa. Em 1975, começou ainda jovem a carreira, lançando um disco solo. Posteriormente, integrou a banda de hard rock Blackjack, com quem gravou dois álbuns e chegou a excursionar com Ozzy Osbourne. Na década de 80, consolidou sua opção pela soul music e rhythm and blues, e tornou-se freqüentador assíduo das paradas de sucesso a partir de 1987, quando o álbum "The Hunger" conseguiu boa repercussão nas paradas. A partir daí, virou um fenômeno de popularidade, emplacando os álbuns "Time, Love And Tenderness" (1991) e "Timeless (The Classics)" (1992) no primeiro posto da parada americana.
Considerado um dos mais populares cantores brancos a investir na soul music, possui três marcas em seu currículo: cantou no Apollo Theater e no Ebony Awards e também na festa de 35 anos da Motown Records, locais sempre reservados apenas aos astros da música negra.
Suas releituras de hits alheios costumam ser elogiadas. Percy Sledge, por exemplo, de quem Bolton regravou a clássica “When a Man Loves a Woman”, disse que “Bolton é um dos melhores cantores que existem, e ter uma canção minha gravada por ele é uma grande honra”. Zelma Redding foi mais longe: “Ouvi-lo cantar ‘Dock Of The Bay’ me emocionou muito, considero essa a mais bela versão já feita de uma canção do meu marido, e tenho certeza de que ele a aprovaria”.
Versátil, o intérprete também gravou um CD dedicado a árias de ópera ("My Secret Passion-The Arias"), e, no ano passado, "Bolton Swings Sinatra", com músicas do repertório de Frank Sinatra.
Ele também está envolvido com causas humanitárias, tendo inclusive sua própria fundação voltada para esse tema. Várias de suas músicas foram incluídas em trilhas de novela, como “All For Love” (O Clone), “All The Way” (Belíssima), “Summertime” (América) e “You Go To My Head” (Paraíso Tropical). Outros hits de seu extenso repertório: “How Am I Supposed To Live Without You”, “That’s What Love Is All About”, “Time Love And Tenderness”, “Say I Love You But I Lied” e “Reach Out I’ll Be There”.
Bolton esteve no Brasil pela primeira vez em 2002, para divulgar o álbum "Only a Woman Like You", em cuja edição nacional foi incluída a faixa “All For Love”, versão em inglês para música do brasileiro Marcus Vianna incluída na trilha da novela global O Clone. Mas ele não fez shows, lacuna que enfim será preenchida em setembro na Via Funchal, onde investirá em seus grandes sucessos, e também em algumas faixas de "Bolton Swings Sinatra".
SERVIÇO:
Data : 03 de setembro/2008 (quarta-feira)
Horário: 22:00 hs.
Abertura da casa: 20:00 hs.
Local: Rua Funchal, 65 - Vila Olímpia SP / SP

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