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Terra Blog

Arquivo de: Junho 2008, 27

27.06.08

DESCOBERTA A GRUTA DE JOÃO BATISTA (II)

CULTURA

www.sacredsound.com.br

Relacionada à notícia da descoberta do local onde João Batista batizava, seguem duas reportagens publicadas à época do acontecimento, em 2004, para efeito de comparação com o artigo publicado atualmente na imprensa e postado aqui, ontem.

Arqueólogo diz ter encontrado caverna de São João Batista
da France Presse, em Tzuba
06/12/2004 - Folha Online

O arqueólogo britânico Shimon Gibson, 46, afirma ter encontrado nas montanhas ao noroeste de Jerusalém uma caverna na qual, segundo ele, São João Batista fazia o batismo de seus discípulos. Gibson disse que esta descoberta constitui "a primeira prova arqueológica da realidade histórica dos relatos evangélicos".
Outros arqueólogos consideram as conclusões do britânico apressadas, já que a descoberta de um local de culto muito antigo vinculado a São João Batista não prova sua presença física no local.
Os resultados de três anos de trabalho de buscas, entre 2000 e 2003, com o apoio da universidade americana de Charlotte (Carolina do Norte), foram transformados no livro "The Cave of John the Baptist" ("A caverna de João Batista"), publicado recentemente nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.
A caverna fica "a uma hora de distância a pé de Ein Kerem", local onde nasceu João Batista, segundo a tradição cristã.
Em 1999, o arqueólogo foi alertado sobre a existência da caverna, escondida há séculos por uma espessa vegetação. Gibson, que percorre a Terra Santa desde 1975, teve de arrastar-se para entrar na caverna - com 24 metros de comprimento, 4 de largura e 4,5 de altura -, cheia de terra e escombros.
O arqueólogo decidiu fazer uma escavação depois de descobrir nos muros da caverna uma ilustração de João Batista. Gravada em rocha calcária, a imagem estava "ornada com uma vestimenta de pele de camelo", tal como relatado no livro de Mateus.
Ele também encontrou cruzes e o desenho rudimentar de uma cabeça decapitada, ilustrando o trágico fim deste personagem contemporâneo de Jesus. "Estes desenhos são obra de monges bizantinos que se reuniam na caverna para contar a história de João Batista", afirma Shimon Gibson.
“Ao contrário dos rituais de imersão praticados na religião judaica, que são individuais e pretendem a purificação do corpo, os rituais praticados pelos discípulos de João Batista eram coletivos e aspiravam a purificação dos corações", afirma o arqueólogo.
À direita da entrada, foram descobertas grandes pias que retinham a água da chuva e alimentavam a piscina interna, já que apenas a água vinda do céu podia ser utilizada no ritual.
A caverna de São João será aberta ao público no início de 2005.
(http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u12706.shtml)
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Arqueólogo afirma ter encontrado uma gruta de S. João Baptista

Shimon Gibson, arqueólogo britânico, afirma que descobriu uma gruta em que João Baptista baptizava os seus discípulos. A gruta em questão fica situada nas montanhas a nordeste de Jerusalém. Para Gibson, esta descoberta constitui «a primeira prova arqueológica da realidade histórica do que vem contado nos Evangelhos».
O arqueólogo passou três anos, entre 2000 e 2003, a fazer escavações no local, com o apoio de universidade americana de Charlotte (Carolina do Norte), tendo, entretanto, publicado um livro intitulado A Gruta de João Baptista.
Em conversa com Jacques Pinto, jornalista da AFP, Gibson salientou que a gruta está situada perto do kibutz Tzouba, «a uma hora de caminho, de burro, de Ein Kerem, a aldeia onde, segundo a tradição cristã, nasceu João Baptista». A gruta foi escavada no flanco da montanha, numa região coberta por pinheiros, junto de um vale onde o kibutz tem um olival. Foram precisamente os membros dessa comunidade que, em 1999, alertaram o arqueólogo para a existência da gruta, oculta desde há séculos por espessa vegetação. E Shimon Gibson, que percorre Israel desde 1975, conseguiu entrar na gruta, através de um orifício. Descobriu então, gravados nas paredes de rocha calcária, uma imagem de João Baptista com uma veste de pelo de camelo (tal como parece descrito no Evangelho de Mateus), cruzes e o desenho rudimentar de uma cabeça decapitada, ilustrando o fim trágico dessa personagem contemporânea de Jesus. Sob a imagem que representa João Baptista, consegue-se distinguir um pequeno nicho que devia conter uma relíquia.
«Estes desenhos foram feitos por monges bizantinos que se reuniam na gruta para lembrar a história de João Baptista. Mais tarde, os iconoclastas tentaram apagá-los, raspando-os, nomeadamente os olhos de João Baptista», salientou Shimon Gibson.
Dentro da gruta, que tem 24 metros de comprimento, quatro de largura e 4,5 de altura, vêem-se oito degraus imponentes, talhados na rocha, que conduzem a uma grande piscina rectangular.
«A sua utilização para rituais de imersão remonta à Idade do Ferro, à época dos reis da Judeia», afirma o arqueólogo. «Encontrámos lá dentro dezenas de milhares de fragmentos de argila, cuja datação mostrou que eram da época de João Baptista. Contrariamente aos rituais de imersão praticados na religião judaica, que são individuais e têm a ver com a purificação do corpo, os que praticavam os discípulos de João Baptista eram coletivos e procuravam a purificação dos corações», refere.
Esta gruta, depois de restaurada, deverá abrir ao público em 2005.
(http://dn.sapo.pt/2004/12/06/artes/arqueologo_afirma_encontrado_gruta_s.html)