| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | ||||||
| 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
| 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 |
| 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 |
| 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
| 30 |
ROCK GERAL

O show que apresenta um dos melhores discos de Grave Digger - "Liberty Or Death" - será realizado dia 02 de agosto, no Citibank Hall / SP. O disco demonstra o talento dos músicos em criar um heavy metal contemporâneo e atemporal, que levou o grupo à segunda melhor colocação de sua carreira nas paradas alemãs.
Os integrantes do Grave Digger dedicaram um ano ao desenvolvimento do álbum, tendo como inspiração as temáticas de liberdade, guerra e paz. O show traz em seu set list algumas canções de destaque desse projeto atual, como "Silent Revolution", "Highland Tears" e "Massada", que conduzem o ouvinte a uma trajetória sobre toda a história da humanidade.
Agora é a vez de Chris Boltendahl (vocal), Manni Schmidt (guitarra), Jens Becker (baixo), Stefan Arnold (bateria) e Hans Peter Katzenburg (teclados) apresentarem esse novo trabalho em palcos brasileiros.
Não é a primeira vez que a banda alemã visita o país. Em 2005, São Paulo foi a cidade escolhida para a gravação do CD/DVD "25 to Live", projeto realizado em comemoração aos vinte e cinco anos do Grave Digger.
Há mais de 20 anos, a banda Grave Digger surgiu para conquistar os corações de todos os fãs de heavy metal com seu début "Heavy Metal Breakdown" (1984). Esta obra tornou-se um clássico e, somada a outros 12 lançamentos da banda e grupos conterrâneos como Helloween, Running Wild, Sinner e Destruction, estabelece a marca "Heavy Metal - Made in Germany" em todo o mundo.

criado por revistasacred@terra.com.br
14:26:16CINEMA / TV
A Cinnamon Comunicação e Audiovisual assumiu com a assessoria de imprensa do cinema HSBC Belas Artes e da distribuidora Pandora Filmes.
Situado na esquina da rua da Consolação com a Av. Paulista, o cine Belas Artes foi inaugurado com apenas três salas, em 1967. Em 1980 foi reformado e passou a ter seis salas, cada uma batizada com o nome de um artista brasileiro: Villa-Lobos, Candido Portinari, Oscar Niemeyer, Aleijadinho, Mario de Andrade e Carmen Miranda.
No início de 2003, o cineasta André Sturm, diretor da distribuidora de filmes Pandora Filmes, procurou os proprietários do cinema e propôs uma sociedade, dando início a um projeto de recuperação. Em seguida, Sturm estendeu a proposta à produtora de filmes O2, resultando na compra total do cinema, seguida de uma grande reforma, patrocinada pelo banco HSBC. A reinauguração do HSBC Belas Artes aconteceu em maio de 2004, com lotação das seis salas, que projetavam, simultaneamente, o filme "O Outro Lado da Rua", de Marcos Bernstein, estrelado por Fernanda Montenegro e Raul Cortês.
A distribuidora de filmes de produção independente, Pandora Filmes, pioneira neste segmento no Brasil, nasceu em 1989. Na época, a produção dos grandes estúdios e os lançamentos das distribuidoras internacionais imperava. Assistir aos filmes produzidos fora de Hollywood só era possível em cineclubes, cinematecas e na Mostra Internacional de Cinema, de São Paulo. Pensando em ampliar esses horizontes, André Sturm, cinéfilo de carteirinha e militante do movimento cineclubista de São Paulo, resolveu fundar a distribuidora Pandora Filmes, voltada para o cinema de autor, revelação de novos talentos e relançamentos de clássicos, em cópias restauradas.
Entre as aquisições da Pandora fazem parte sucessos como: "Não Amarás" (91), primeiro filme do aclamado diretor polonês Krzystof Kieslowski; "Paisagem na Neblina" (92), do grego Theo Angelopoulos; "Trainspotting" (96), um estrondoso sucesso de Danny Boyle; "Amores Expressos" (96), de Wong Kar-Wai; "Maus Hábitos" e "Labirintos de Paixões", de Pedro Almodóvar; e os relançamentos de "Noites de Cabíria" e "A Doce Vida", de Federico Fellini e "Rocco e Seus Irmãos", de Luchino Visconti.
Graças à receptividade do público, a proposta da Pandora Filmes se reafirma como uma das portas de entrada para filmes pouco acessíveis no mercado brasileiro.
Os próximos lançamentos do HSBC Belas Artes e da Pandora Filmes são os curtas-metragens "O Balão Vermelho" e "O Cavalo Branco", de Albert Lamorisse, clássicos do cinema francês que continuam encantando platéias. Ambos serão exibidos em cópias restauradas.

criado por revistasacred@terra.com.br
10:21:20CULTURA
No último post desta série, no dia 15.06 (cujo nome foi inspirado em Drummond), percebemos como Jesus de Nazaré rompeu os laços que o ligavam a seu clã familiar, quando tinha lá seus trinta anos, e saiu pela Galiléia a espalhar a mensagem de amor a Deus e ao próximo. Ficou bem claro aos seus discípulos que não mais importava a origem social e os vínculos de sangue, uma vez que seu próprio Mestre quebrara esse sistema comunitário tradicional, para criar uma nova família, regida pelo amor e o perdão.
Essa noção de igualdade prevaleceu amplamente na antiga igreja cristã, como se nota nos relatos de Atos dos Apóstolos. As pessoas que se convertiam à pregação apostólica repartiam seus bens e tinham todas as coisas em comum.
Paulo levaria a doutrina ao extremo, revestindo-a de um cunho político que transcendia os próprios limites raciais. Ele escreve aos Gálatas: "Todos os que são da fé são filhos de Abraão" e "Para que a benção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo", e ainda: "Nisto não existe judeu nem grego, não há servo nem livre, não há macho nem fêmea; pois todos vós sois um, em Cristo" (Gálatas 3:7,14,28).
A epístola aos Efésios, cuja autoria é controversa, também segue na mesma trilha: "No tempo antigo, vocês estavam separados da comunidade de Israel... Mas agora, em Cristo, vós, que estáveis longe, já chegastes perto, através do sangue de Jesus. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um. E derrubou o muro de separação que estava no meio... para criar dos dois povos um novo homem, em si mesmo, fazendo a paz! ... Pois, por Jesus, ambos temos acesso ao Pai". (Efésios 2:11-18)
Como se nota nos excertos acima, interpretava-se a vida e a morte de Jesus como o meio pelo qual as pessoas de todo o mundo podiam se unir ao povo eleito de Israel e participar da mesma comunidade abençoada por Deus com a promessa de Abraão. De fato, em Romanos 4:16, Paulo diz que "todos nós somos filhos de Abraão", referindo-se aos seus leitores de Roma.
Segundo a maioria dos pesquisadores, o evangelho de Marcos data de cerca de 70 AD. Com essa origem tão antiga, naturalmente estão embutidos nesse livro os ensinos de Jesus relativos ao amor que deve reger a corporação dos fiéis. Mais do que nunca, Marcos reflete as crenças e a visão teológica das primeiras associações cristãs, as quais ainda estavam em processo de separação do judaísmo, para formar a sua própria identidade doutrinária.
E você perguntará: o que isso tem a ver com o desaparecimento da figura de José, dos evangelhos e das cartas de Paulo?
Ora, nota-se facilmente como os autores destes livros (fossem quem fossem) estavam conscientes do rompimento dos paradigmas sociais, por Jesus. Tanto é que eles registraram vários exemplos desse aspecto libertário, e ao mesmo tempo integracionista, do ensino de Cristo, como vimos na parte 2 desta série.
Portanto, na primitiva comunidade judaico-cristã do primeiro século, não mais se utilizava o critério do nascimento para classificar os membros da nova família de Deus. Consequentemente, os evangelistas não sentiram necessidade de ressaltar as ligações do homem Jesus com seus pais. É por isso, afora os "Relatos da Infância", que a Virgem Maria tem preservadas nos evangelhos canônicos apenas três curtas conversas com seu filho - nas quais este nem sequer lhe chama de mãe! O vocativo posto na boca de Jesus para tratar a sua genitora é "Mulher", o que indica quão pouco os evangelistas queriam realçar a filiação materna de Jesus. (João 19:25-27; 2:1-5; Lucas 3:45-50)
De fato, pouco tempo antes, Paulo comentou (Gálatas 4:4) como Cristo cumprira o propósito divino ao nascer de uma mulher - mas também não cita o nome de Maria. Isto não foi feito por machismo, como se poderia supor, nem por menosprezo à precisão histórica. O objetivo de Paulo é outro, teológico. O motivo é a necessidade de enfatizar a perda de importância dos laços genealógicos, para sublinhar o novo sentido que o Mestre deu à vida em sociedade - pois Jesus jamais pregou o isolacionismo ou o ascetismo. Com isso, Paulo ressaltava o caráter integracionista peculiar do Cristianismo, resumido posteriormente nas palavras do Evangelho de João 6:37: "A ninguém lançamos fora".
Se isso é verdade quanto à pessoa de Maria, que viveu ainda por um bom tempo dentro da comunidade judaico-cristã de Jerusalém após a morte de seu filho (cf. Atos 1:14), pior situação acontecerá a José, que faleceu bem cedo, antes de Jesus assumir o papel de Messias. Ele logo é ignorado pelos compiladores dos evangelhos, interessados sobretudo em mostrar o aspecto revolucionário do ato de quebrar as conexões familiares, realizado por Cristo. Como tratados teológicos que eram, a preocupação principal dos livros canônicos não diz respeito ao aspecto biográfico-histórico da vida do Nazareno, mas sim, do significado que esta vida teve nas pessoas. Por isso, eles podiam omitir maiores detalhes da vida de José - que talvez nem fosse das mais incomuns, dado o fato de que ele era só um pobre trabalhador braçal da humilde Nazaré.
Excetuando-se a pesquisa levada a efeito para se compor os "Relatos da Infância" (ou seja, os dois primeiros capítulos de Mateus e de Lucas), José só é citado nos evangelhos canônicos em três breves passagens. Nenhuma delas está em Marcos, o mais antigo deles. (continua...)

criado por revistasacred@terra.com.br
23:05:13