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ROCK GERAL
Rafael Bittencourt está nos últimos dias de gravação de seu CD solo. Logo começa a mixagem, e o CD estará pronto. Eis a última notícia que Rafael postou em seu blog pessoal, no fim de maio:
"Terminamos várias coisas importantes na gravação.
Fizemos todos os baixos do meu disco, vários teclados, violões e até uma viola caipira que eu mesmo gravei.
Gravar a viola foi uma experiência nova, algo que eu sempre quis fazer. Sempre gostei do som triste da viola, então compus uma música para ser tocada na viola, mesmo sem saber direito como ia soar exatamente. Estudei a afinação da viola, que é bem diferente do violão, gravei e soou muito bem, como eu imaginava. Ficou um lance meio caipira, junto com guitarra distorcida.
O Felipe Andreoli gravou metade dos baixos e o Fernando Nunes, gravou a outra metade.
O disco tem um lado mais light, com influências de música pop e música brasileira, que é a especialidade do Fernando (que já gravou com Cassia Eller, Frejat, Caetano Veloso, Alceu Valença, Moraes Moreira entre outros); e um lado mais pesadão, que o Felipe desceu a mão dando um peso animal para as músicas.
Praticamente duas bandas estão gravando o disco comigo. Digo isto, porque foram dois bateras, dois baixistas e dois tecladistas. O Fabrizio Disarno está fazendo uma parte dos teclados, e o Nei Medeiros, um tecladista novo e excelente que toca com o Padre Marcelo, está fazendo a outra parte. Estou muito animado! Não canso de falar que está muito bom. Porque está mesmo!
Esta semana, vamos terminar teclados, percussões e começar as vozes. Estou fazendo muitas experiências sonoras e está valendo a pena.
Esta semana, gravamos também um órgão estilo Hammond (feito pela Tokai, que é brasileira) em um pedal simulador de caixa leslie e depois em duas potências valvuladas, e microfonamos as caixas de guitarra. Adoro estas experiências com equipamentos. E no estúdio temos a oportunidade de testar guitarras, pedais, amplis, teclados e afins", diz o mestre guitarrista.

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09:59:43CULTURA
"E como todos iam se alistar em sua própria cidade, subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi chamada Belém, porque ele era da família de Davi". (Lucas 2:3,4)
O pai terreno de Jesus Cristo é uma figura apagada nos registros bíblicos, empalidecida pelas diversas referências à mãe do Mestre. Ele é mencionado somente nos chamados "Evangelhos da Infância", que são os capítulos iniciais de Lucas e Mateus dedicados à narração do nascimento de Jesus.
Outro texto a tocar no assunto é o Proto-Evangelho de Tiago, um livro apócrifo (que não faz parte do Novo Testamento) do século II AD, que alguns críticos suspeitam até poder ter se originado ainda no primeiro século, paralelamente aos dois evangelhos já citados.
Depois de contar os detalhes do nascimento e da adolescência de Jesus, todos os quatro evangelhos canônicos simplesmente parecem esquecer que um dia existiu um homem de nome José, o qual assumiu a função de pai para o Messias judeu. De fato, somente em umas poucas passagens - para ser preciso, em três - conservam-se ligeiras reminiscências dele. A primeira delas está em Lucas 4:22, onde conterrâneos perplexos se perguntam acerca de Jesus: "Não é este o filho de José?!"
Além desta, há outras duas citações em João 1:45 (na qual um futuro discípulo, de nome Filipe, fala do Nazareno ao seu conhecido Natanael) e 6:42, onde uma multidão contrafeita desdenha do Mestre galileu. Mas, fora estas alusões vindas de outrem, nada mais sobre José se encontra em todo o Novo Testamento ou em outras fontes do primeiro século. Ele é ignorado por Paulo em suas cartas, e o mesmo faz o nosso mais antigo evangelho, o de Marcos. É notável que na passagem paralela àquela já referida de Lucas (quando Jesus prega numa sinagoga, em sua cidade de Nazaré), Marcos omite o nome de José. Ele põe na boca dos ouvintes ofendidos a indagação: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria?!", que Mateus transforma em "Não é este o filho do carpinteiro?!". (Compare-se Marcos 6:3 com Mateus 13:55).
Ou seja: se não tivéssemos a história do Natal conforme contada nas primeiras páginas de Mateus e Lucas, tudo o que saberíamos de José seria o seu nome, advindo exclusivamente daquelas três rápidas referências feitas por terceiros - a multidão irritada e o recém-recrutado seguidor Filipe. José seria um vulto esquecido, quase legendário. Ao contrário, a mãe é relativamente bem mencionada na Bíblia - com moderação, é verdade, e não tanto como poderíamos imaginar, a julgar pelo culto católico posteriormente instituído à Virgem Maria.
Várias explicações são propostas para essa atitude. Alguns pesquisadores, por exemplo, sugerem que José era muito mais velho que Maria, possivelmente um viúvo, tendo, inclusive, filhos provenientes de um casamento anterior. Ele teria morrido cedo, antes do início do ministério público de Jesus, e sido sepultado na Galiléia. Esta versão encontra possível apoio no episódio relatado em João 2:12. Ao beirar os trinta anos de idade, Jesus começa seu trabalho evangelístico acompanhado apenas por sua mãe, irmãos e demais discípulos, nas viagens; nada é dito sobre o paradeiro do pai.
O Proto-Evangelho de Tiago realmente apresenta um José idoso, com medo de se casar com uma mulher bem mais jovem e, dessa forma, se tornar objeto de gozação na sua nação. Essa idéia da idade avançada e conseqüente morte do pai de Cristo, sem dúvida, conduziu a um obscurecimento de seu nome, nos escritos provenientes do primeiro século .
Neste artigo, analisaremos um outro possível fator para esse "sumiço", fator este de natureza mais ampla, que vai além da mera circunstância biográfica da vida de José. (continua...)

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21:42:10